segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Lei da Evolução e da Reencarnação

“Nós somos o Eu, o verdadeiro homem, mas nos esquecemos disso, porque, no processo da encarnação, “a semente divina” se identificou com a matéria e tornou-se inconsciente de si mesma.
Para evoluir é necessário ... tomar consciência do amadurecimento que devemos alcançar, dos obstáculos que temos que superar, mas também de quais são os nossos aspectos positivos, as nossas qualidades mais elevadas ... e que podem constituir a base sólida a partir da qual, começaremos um trabalho de crescimento. Às vezes, não é fácil compreender tudo isso, pois temos muitos condicionamentos, muitas ilusões, muitas superestruturas que nos ocultam a visão exata de nós mesmos.

No homem há um perene conflito entre a tendência à adaptação e o impulso evolutivo, ainda que ele nem sempre tenha consciência disso, e por esse motivo, todo o seu desenvolvimento, todo o seu amadurecimento, seja quase sempre precedido por uma crise. ...devemos antes de mais nada ter a coragem de deixar hábitos, a cômoda rotina da imobilidade e fazer de cada acontecimento da nossa vida, de cada sofrimento, de cada situação um meio de renovação, de crescimento e de progresso.
A dor surge justamente da nossa resistência a esse impulso para o desenvolvimento, inútil e estéril resistência que tem como única conseqüência obscurecer a consciência e provocar em nós, muito freqüentemente, distúrbios físicos e psíquicos e até mesmo neuroses. ...o desenvolvimento da consciência não é um esforço, mas uma “revelação”, não é um sofrimento, mas “um auto-reconhecimento” alegre, não é um cansaço, mas “um despertar” que traz consigo uma sensação de liberdade, de frescor e de autenticidade.
“A evolução é uma lenta transformação da energia em consciência”, que é a chave de todo processo evolutivo interior do homem.”

“A teoria da Reencarnação prega a existência de um Princípio vivo individualizado que habita no corpo do homem e lhe dá forma, e que por ocasião da morte do corpo passa para um outro corpo depois de um intervalo mais ou menos longo. Então as sucessivas vidas corporais estão interligadas como pérolas em um cordão. Esse cordão seria o princípio vivo: as pérolas do cordão seriam cada vida humana.”
Desde os tempos mais remotos, a teoria da reencarnação teve seus defensores não apenas no Oriente, mas também no antigo Egito, na Grécia e até mesmo entre os Pais da Igreja (basta citar Orígenes e Santo Agostinho).

A crença nessa teoria jamais se apagou ao longo dos séculos e em todas as épocas houve apaixonados defensores dela entre os filósofos, poetas, estudiosos, pesquisadores...
Em nossos dias 20% dos povos ocidentais e a quase totalidade dos povos orientais acreditam na reencarnação. Todavia o mais importante é que, há alguns anos, estão sendo elaboradas sérias pesquisas científicas sobre casos de reencarnação, tanto nos Estados Unidos quanto na Índia. Isso demonstra que essa teoria não é mais considerada uma fantasia ou uma superstição, mas sim uma hipótese aceitável que deve ser verificada.
...de fato, não tem sentido acreditar na reencarnação apenas intelectualmente, pelo fato de nos parecer lógica e justa ou porque a ciência confirma a sua existência, se não tomarmos consciência, ao mesmo tempo, da nossa verdadeira natureza e do verdadeiro objetivo da vida, que é o de amadurecer e evoluir.
Essa tomada de consciência nos tornará capazes de perceber a imortalidade, a continuidade do nosso ser, mesmo além da morte do corpo físico, e nos permitirá compreender o significado profundo dos acontecimentos e das leis universais, o mistério da vida e a presença do divino em tudo que existe. ... somente os momentos de verdadeira consciência têm de fato importância na vida... e podem ser levados para a vida seguinte, e por essa razão nada lembramos das vidas precedentes, se tudo foi vivido com uma consciência semi-adormecida e identificada com a personalidade exterior. O que pode ser lembrado e de forma quase inconsciente é a emoção inexplicável e repentina à vista de uma pessoa que não conhecemos, de uma paisagem, de um quadro ou a sensação de reconhecer um lugar jamais visto antes...
A lei da reencarnação foi revelada ao homem para que ele a use e a transforme em um meio de evolução e de autotransformação, tendo-a em mente a cada momento de sua vida cotidiana, em cada experiência e prova, como confiança, como estímulo de desenvolvimento, como movimento dinâmico, como força interior para aceitar a dor, para compreender as aparentes injustiças, o mal, o conflito e as inexplicáveis diversidades...

(Extraído do livro “Conhecer para Ser” – Ângela Maria La Sala Bata)

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