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A
MEDIUNIDADE E O ENCARNADO
“A
palavra médium, que vem do latim, significa medianeiro, que está no meio,
intermediário, no caso em questão, o médium é o intermediário entre os planos
físico e espiritual. Por este conceito entende-se que todas as pessoas possuem
mediunidade, visto que todos, mesmo de forma inconsciente, influenciam e são
influenciados pelos espíritos. Ramatís no livro Mediunismo nos diz que “Todos
os homens, como espíritos encarnados na matéria, são intermediários das boas ou
más inspirações do Além-Túmulo.” Entretanto convencionou-se usar esta
denominação apenas para aqueles nos quais os fenômenos mediúnicos se manifestam
de forma mais explícita. São os chamados médiuns ostensivos.
A
mediunidade é um talento dado por Deus e como nos diz Kardek, no livro Obras
Póstumas, independe de raça, idade, sexo, nacionalidade ou religião. Ao
contrário do que pensam alguns, é um fenômeno muito antigo. Na própria Bíblia,
vemos várias referências a fenômenos mediúnicos, como quando Saul consulta,
através de uma médium, o espírito de Samuel, em I Samuel, 28: 7-19, ou quando
Pedro é ajudado por um anjo em Atos 12: 7-9, entre outros. O que observamos
daquele tempo para cá é que a mediunidade está evoluindo, assim como a
civilização, e os fenômenos físicos do passado tem dado lugar a manifestações
mais intelectuais. Os estudos mais recentes sobre mediunidade e as informações
trazidas do plano espiritual trouxeram uma série de esclarecimentos sobre o
assunto. André Luiz esclarece que, todos os fenômenos ligados à mediunidade,
tem por base a mente, de onde partem as ondas psíquicas que, de acordo com a
sua qualidade, irá estabelecer uma sintonia equivalente com o mundo espiritual.
O
professor C. Torres Pastorino na sua obra Técnicas de Mediunidade, compara o
médium a um capacitor ou condensador elétrico, ou seja, ele é capaz de emitir e
receber ondas eletromagnéticas que podem ser de diferentes comprimentos, o que
permite o contato com diferentes espíritos. Quanto maior a capacidade de suas
emissões mentais maior será a sua capacidade de comunicar-se com diferentes
categorias de espíritos. Numa reunião mediúnica cada médium é uma linha de
força, a interação dessas linhas irá formar um campo elétrico que será mais
forte, na medida que as emissões dos médiuns forem mais elevadas. Pastorino diz
ainda: “Ora, as linhas de força dependem da intensidade de pensamentos bons e
amoráveis. Quanto mais numerosas e fortes essas linhas de força, tanto mais
propício o campo elétrico para as comunicações eletromagnéticas entre
desencarnados e encarnados. Não se trata de religião nem de pieguismo: é um
fenômeno puramente físico, de natureza elétrica. Quem pretende fazer reuniões
espíritas (eletromagnéticas) sem preparar antes o “campo elétricomagnético”,
sujeita-se a decepções de toda ordem, a interferências, a fracassos.” Assim como qualquer talento, a mediunidade é neutra, cabe
ao médium escolher que uso fará dela, se optar por um caminho positivo, de
auxílio ao próximo, encontrará ampla assistência da espiritualidade superior,
caso contrário, estará sujeito a tornar-se vítima de obsessões dos mais
diferentes tipos. Por isto é importante a evangelização e o esforço do médium.
O nosso querido Chico Xavier, no seu primeiro encontro com Emmanuel, descrito
no livro Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama, entabula o seguinte
diálogo com o seu mentor:
- Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com o
Evangelho de Jesus?- Sim, se os bons Espíritos não me abandonarem … respondeu o
Médium.- Não será você desamparado – disse-lhe Emmanuel, mas para isso é
preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem- E o senhor acha que eu
estou em condições de aceitar o compromisso? – tornou o Chico.-
Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o
Serviço. . . Porque o protetor se calasse, o rapaz perguntou:- Qual é o
primeiro? A resposta veio firme:- Disciplina. - E o segundo?-
Disciplina.- E o terceiro?- Disciplina.
Portanto,
estejam certos os médiuns que, a eles, cabe a tarefa de enobrecer o seu
mediunato, através da dedicação sincera ao serviço do bem, controlando o
personalismo, o orgulho, o egoísmo e a vaidade, pois “Todo homem pode tornar-se
médium; mas a questão não é ser médium; é ser bom médium, o que depende das
qualidades morais.”
Extraído
do site da Casa de Caridade Caminheiros de Jesus
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