sexta-feira, 13 de setembro de 2013

LEI DO CARMA, UMA NOVA CONCEPÇÃO


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 A  LEI DOCARMA, UMA NOVA CONCEPÇÃO

                 As formas pensamentos gravadas de maneira indelével no corpo sutil acompanham-nos por várias encarnações. O que somos na vida presente resulta, sem dúvida, das impressões mais marcantes de nossas vidas passadas. Da mesma maneira, podemos direcionar nossas formas-pensamento para outras pessoas e estas podem receber efeitos benéficos ou maléficos dessas imagens mentais. Também não é suficiente nosso desejo de projetá-las, é necessário que haja certo tipo de reciprocidade da parte de quem as recebe: como um imã, o homem atrai constantemente para si as formas-pensamentos que possuam a mesma espécie de energia daquelas que ele é capaz de emitir.      

Para o psicólogo e médium brasileiro Luiz Antônio Gasparetto, a grande novidade do nosso século foi a descoberta da individualidade, não apenas física, mas interior. Com a descoberta da individualidade, a psicologia passou a estudar vários campos de nossa mente e uma de suas descobertas mais importantes para a reformulação da lei do carma foi a dessa zona intermediária entre a lucidez e a inconsciência, o subconsciente. Uma das funções do subconsciente seria a de, justamente, levar as formas-pensamentos ao nível da consciência, ou seja, estabelecer a ponte entre o estado inconsciente e o consciente. Consciência é tudo o que somos capazes de perceber aqui e agora. O subconsciente trabalha no nosso corpo físico, tornando-nos capazes de sentir nossos pensamentos. As impressões que vivemos assumindo ao longo de nossa trajetória como reais são materializadas através dele. A todo momento esses programas são mudados, e assim também nossas crenças são modificadas. Disso resulta a mudança do carma; por isso, nosso carma se modifica a cada instante.

            O conjunto de crenças que habita nosso subconsciente e que acaba gerando as mesmas situações pode ser chamado de carma. Muitas vezes damos oportunidade ao nosso subconsciente de agir, mas por medo da mudança, por insegurança, consumimos essa chance através de impressões negativas, que anulam o poder das coisas boas. Essas oportunidades podem ser despertadas de várias maneiras. O destino é escrito por nosso livre-arbítrio. Para tanto, é preciso aprender a dominar as ilusões para melhor aproveitar as chances que a vida nos apresenta.           

Quando não possuímos estreito contato com o domínio de nosso subconsciente e não estamos habituados a sugestioná-lo de maneira positiva, através de formas-pensamento que revertam em benefícios para nós nesta e em vidas futuras, teremos de nos conformar com a idéia errônea de que carma é apenas sofrimento, algo pelo qual temos de passar para nos purificar. O subconsciente, por si só, não tem poder de decisão, de julgamento  ou noção de tempo. Tudo o que ele recebe pode materializar-se – basta programá-lo com formas-pensamento positivas, em consonância com nossas aspirações. Para Gasparetto, tudo no carma é mutável, desde o aspecto físico às situações de doenças, pobreza, ignorância. Esses estados de desequilíbrio são causados pela imaginação descontrolada. São chamados sânscaras, que em sânscrito, significam marcas cármicas, impressões fortíssimas que, com o tempo, acabam trazendo ao indivíduo sempre o mesmo tipo de vivência dolorosa....Deixamos os pensamentos nos dominar. Damos importância a eles e mantemos nosso carma imutável.          

É importante observar que, ao reencarnarmos, tomamos importantes decisões, não com o nosso eu consciente, mas com o eu superior. Nossa vida é um aprendizado e, como tal, deve provocar mudanças e não passividade. É ridículo nos colocarmos numa situação de sofrimento para apagar um erro cometido em outra encarnação. É mesquinho e pobre. Todas as vezes que reencarnamos temos por objetivo a felicidade. A maneira de alcançá-la representa o grande desafio. ... O nosso crescimento interior é necessário, sem apego às coisas materiais. Não somente aos objetos, ao dinheiro, mas a tudo aquilo que representa matéria: conceitos como família, pai, mãe, marido, mulher. Todo apego motiva um carma negativo

                (A  Lei do Carma, uma nova concepção- Regina Azevedo)

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