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Para o psicólogo e médium brasileiro Luiz Antônio
Gasparetto, a grande novidade do nosso século foi a descoberta da
individualidade, não apenas física, mas interior. Com a descoberta da
individualidade, a psicologia passou a estudar vários campos de nossa mente e
uma de suas descobertas mais importantes para a reformulação da lei do carma
foi a dessa zona intermediária entre a lucidez e a inconsciência, o subconsciente. Uma das funções do
subconsciente seria a de, justamente, levar as formas-pensamentos ao nível da
consciência, ou seja, estabelecer a ponte entre o estado inconsciente e o
consciente. Consciência é tudo o que somos capazes de perceber aqui e agora. O
subconsciente trabalha no nosso corpo físico, tornando-nos capazes de sentir nossos pensamentos. As impressões
que vivemos assumindo ao longo de nossa trajetória como reais são
materializadas através dele. A todo momento esses programas são mudados, e
assim também nossas crenças são modificadas. Disso resulta a mudança do carma;
por isso, nosso carma se modifica a cada instante.
O conjunto de crenças que habita
nosso subconsciente e que acaba gerando as mesmas situações pode ser chamado de
carma. Muitas vezes damos oportunidade ao nosso subconsciente de agir, mas por
medo da mudança, por insegurança, consumimos essa chance através de impressões
negativas, que anulam o poder das coisas boas. Essas oportunidades podem ser
despertadas de várias maneiras. O destino é escrito por nosso livre-arbítrio.
Para tanto, é preciso aprender a dominar as ilusões para melhor aproveitar as
chances que a vida nos apresenta.
Quando não possuímos estreito contato com o domínio de
nosso subconsciente e não estamos habituados a sugestioná-lo de maneira
positiva, através de formas-pensamento que revertam em benefícios para nós
nesta e em vidas futuras, teremos de nos conformar com a idéia errônea de que
carma é apenas sofrimento, algo pelo qual temos de passar para nos purificar. O
subconsciente, por si só, não tem poder de decisão, de julgamento ou noção de tempo. Tudo o que ele recebe pode
materializar-se – basta programá-lo com formas-pensamento positivas, em
consonância com nossas aspirações. Para Gasparetto, tudo no carma é mutável,
desde o aspecto físico às situações de doenças, pobreza, ignorância. Esses
estados de desequilíbrio são causados pela imaginação descontrolada. São
chamados sânscaras, que em sânscrito, significam marcas cármicas, impressões
fortíssimas que, com o tempo, acabam trazendo ao indivíduo sempre o mesmo tipo
de vivência dolorosa....Deixamos os pensamentos nos dominar. Damos importância
a eles e mantemos nosso carma imutável.
É importante observar que, ao reencarnarmos, tomamos
importantes decisões, não com o nosso eu consciente, mas com o eu superior.
Nossa vida é um aprendizado e, como tal, deve provocar mudanças e não passividade.
É ridículo nos colocarmos numa situação de sofrimento para apagar um erro
cometido em outra encarnação. É mesquinho e pobre. Todas as vezes que
reencarnamos temos por objetivo a felicidade. A maneira de alcançá-la
representa o grande desafio. ... O nosso crescimento interior é necessário, sem
apego às coisas materiais. Não somente aos objetos, ao dinheiro, mas a tudo
aquilo que representa matéria: conceitos como família, pai, mãe, marido,
mulher. Todo apego motiva um carma negativo
(A Lei
do Carma, uma nova concepção- Regina Azevedo)
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