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O Orixá Xangô
Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito
semelhante a Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode, através da sua justiça, dispensar
favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para
ganharmos causas. A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega... Portanto,
devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por
justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores
de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós
mesmos. Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos
esclareça e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se
esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é
automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde
costuma-se depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira. Na pedreira,
com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a
firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos
energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo
atributo é a sabedoria afim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua
balança todas as almas. Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do
que fazer cumprir a lei kármica para todos os seres viventes, ilumina o caminho
a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que
escravizam a consciência.
Os
sincretismos de Xangô na Umbanda
No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo,
aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na
pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados.
Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de
Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo de
Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação
trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso
merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Alguns dizem que São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também
pode sincretizar-se com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas
correntes de Xangô. Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de
estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô. Xangô é o grande Rei, poderoso,
autoritário, porém que tem compaixão e é justo. Xangô tem autoridade é valente,
mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade da
vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a
morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da
linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas,
astrologia, quiromancia, numerologia, cartomancia. Por este motivo, a linha dos
ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.
ARASHAKAMÁ
Iniciado da Umbanda do Cruzeiro do Sul
Sacerdote da Cabana de Pai Pescador das Almas
Iniciado da Umbanda do Cruzeiro do Sul
Sacerdote da Cabana de Pai Pescador das Almas
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