EVANGELHO DE UMBANDA
MUDANÇA
DE POSIÇÃO DOS MÉDIUNS E MIMETISMO ANÍMICO...
343 — A questão dos médiuns de "Preto
Velho" e "Caboclo", deve ficar, de uma vez por todas,
esclarecida e no futuro devem ser tomadas medidas adequadas, evitando dissabores
e discórdia.
344 — O
médium "testado", deve, até que haja modificação explícita por parte
da entidade, trabalhar com a entidade que se apresentou no início como
"guia" e deu toda sua filiação — (Papeleta de teste individual).
345 — Se "Preto Velho" ou
"Caboclo", deve ser observada e conservada sua primitiva
apresentação. Assim que houver modificação, o Chefe dos Trabalhos
deverá investigar da própria entidade, as razões que motivaram tal mudança e só
aceitará, se elas estiverem razoáveis com as instruções recebidas de seus
Maiores !
346 — Dá-se, muitas vezes, o caso de fraqueza,
intromissão ou mimetismo anímico por parte do médium e ele passa a observar a
maneira de trabalhar de outras entidades, advindo daí, a mudança por
assimilação, terminando quase sempre por copiar a maneira desta ou daquela
entidade, ou de todas elas, o que vem transtornar o ritmo dos trabalhos e
perder o médium.
347 —
Ora, está provado, que "O Preto Velho" é muito mais demorado na sua
maneira de atender o paciente e observa-se mesmo que raros são os casos de
"Pretos Velhos", como "Guia Chefe" de um médium. O mais comum como chefes, são os
"Caboclos", que de um modo geral, são mais rápidos e trabalham de pé,
facilitando assim a atenção que deve ser dispensada ao paciente.
348 — O
Chefe dos Trabalhos, deve, sob todos os aspectos, dirigir seus companheiros,
observando-lhes cordial e abertamente, as falhas por acaso cometidas e nunca,
por questões pessoais, deixar que tais falhas cheguem a perturbar a ordem
habitual dos trabalhos de "passe".
349 —
Fala-se com uma entidade respeitosamente, mas da mesma forma que com os
encarnados, pois a razão nem sempre está com eles. O fato de ser espírito, não
é motivo nem sinónimo de perfeição e justeza de atitude. Há criaturas
encarnadas também com maior esclarecimento e evolução do que os que vêm
beneficiar-nos com seus fluídos de paz; cabendo-nos, portanto, encontrar o
equilíbrio necessário, para bem poder julgar os casos que assim se apresentem.
350 —
Há entidades guias, que baixam para trabalhar e, assim aumentar sua própria
evolução, necessitando ser esclarecidas e encaminhadas por quem tenha
autoridade espiritual para isso.
351 —
Trabalho delicado, sem dúvida, mas possível de ser feito e esclarecido
fraternalmente por quem for para isso indicado.
352 — E
enquanto o médium não encarar a mediúnidade como sacerdócio e portanto senda de sacrifício, a mediúnidade
periclitará indefinida-ner/.e. O médium nada tem a ver com as falhas
cometidas por "sua entidade" e deve ter a preocupação permanente
de um perfeito estado psíquico f orgânico, para melhor poder atender aos
que vêm em busca de alívio e esrlarecimento espiritual. O médium que procede em
contrário está errado; - fruto de sua vaidade, mostra que ainda não aproveitou
nada da Doutrina.
353 — A criatura humana engana aos homens, seus
Irmãos, mas jamais conseguirá enganar a Deus, Jesus e seus enviados; e mais
cedo ou mais tarde pagará caro o preço de sua ignomínia!
354 —
Quanto ao fato de, sentado o médium incorporado, fazer o paciente ficar
abaixado, deve ser facultativo e não obrigatório. O paciente tornará a atitude que achar mais
conveniente e a entidade não deverá sob aspecto algum, influir neste sentido. Cabe
ao dirigente material a observância rigorosa desta particularidade.
355 — E
aqueles que, ainda que temporariamente, têm o dever de dirigir trabalhos de
natureza tão delicada, devem a qualquer preço assumir totalmente a
responsabilidade, sem dúvida alguma enorme, e levar a bom termo, quer vivos,
quer desencarnados, a realização de um melhor e mais perfeito aprendizado na
longa escalada, que é a senda da Caridade!
356 —
Entre as Sessões de Caridade Pública deve ser escolhido um dia em que se
deve trabalhar à mesa com todos os guias da Casa em confraternização cristã, quer
"caboclos", quer "pretos-velhos" e todas as demais
entidades guias kardequistas, rustenhistas ou ocultistas, porque, para servir à
Obra de Jesus, não há incompatibilidades definitivas. Só há incompati-bilidades verdadeiramente:
— as morais; e mesmo assim pela Dor o tempo tudo transforma e impele o culpado para
frente. Mas não é do aspecto Moral que os homens se preocupam e sim
interesses de castas sectárias!
357 — Estas sessões são semelhantes quase às
Sessões puramente adotadas pelos kardequistas e delas diferem da seguinte
forma, como elas se processam desde o início:
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