sábado, 14 de setembro de 2013

MIMETISMO ANÍMICO/MUDANÇAS NOS MÉDIUNS


EVANGELHO DE UMBANDA

 (53)

MUDANÇA DE POSIÇÃO DOS MÉDIUNS E MIMETISMO ANÍMICO...

 

343 — A questão dos médiuns de "Preto Velho" e "Caboclo", deve ficar, de uma vez por todas, esclarecida e no futuro devem ser tomadas medidas adequadas, evitando dissabores e discórdia.

344   — O médium "testado", deve, até que haja modificação explícita por parte da entidade, trabalhar com a entidade que se apresentou no início como "guia" e deu toda sua filiação — (Papeleta de teste individual).

345 — Se "Preto Velho" ou "Caboclo", deve ser observada e conservada sua primitiva apresentação.  Assim  que houver modificação, o Chefe dos Trabalhos deverá investigar da própria entidade, as razões que motivaram tal mudança e só aceitará, se elas estiverem razoáveis com as instruções re­cebidas de seus Maiores !

346 — Dá-se, muitas vezes, o caso de fraqueza, intromissão ou mimetismo anímico por parte do médium e ele passa a observar a maneira de traba­lhar de outras entidades, advindo daí, a mudança por assimilação, termi­nando quase sempre por copiar a maneira desta ou daquela entidade, ou de todas elas, o que vem transtornar o ritmo dos trabalhos e perder o médium.

347  — Ora, está provado, que "O Preto Velho" é muito mais demorado na sua maneira de atender o paciente e observa-se mesmo que raros são os casos de "Pretos Velhos", como "Guia Chefe" de um médium.  O mais comum como chefes, são os "Caboclos", que de um modo geral, são mais rápidos e trabalham de pé, facilitando assim a atenção que deve ser dis­pensada ao paciente.

348  — O Chefe dos Trabalhos, deve, sob todos os aspectos, dirigir seus companheiros, observando-lhes cordial e abertamente, as falhas por acaso cometidas e nunca, por questões pessoais, deixar que tais falhas cheguem a perturbar a ordem habitual dos trabalhos de "passe".

349  — Fala-se com uma entidade respeitosamente, mas da mesma for­ma que com os encarnados, pois a razão nem sempre está com eles. O fato de ser espírito, não é motivo nem sinónimo de perfeição e justeza de atitude. Há criaturas encarnadas também com maior esclarecimento e evolução do que os que vêm beneficiar-nos com seus fluídos de paz; cabendo-nos, portanto, encontrar o equilíbrio necessário, para bem poder julgar os casos que assim se apresentem.

350  — Há entidades guias, que baixam para trabalhar e, assim aumen­tar sua própria evolução, necessitando ser esclarecidas e encaminhadas por quem tenha autoridade espiritual para isso.

351  — Trabalho delicado, sem dúvida, mas possível de ser feito e escla­recido fraternalmente por quem for para isso indicado.

352  — E enquanto o médium não encarar a mediúnidade como sacerdócio  e portanto senda de sacrifício, a mediúnidade periclitará indefinida-ner/.e. O médium nada tem a ver com as falhas cometidas por "sua entidade" e deve ter a preocupação permanente de um perfeito estado psíquico f orgânico, para melhor poder atender aos que vêm em busca de alívio e esrlarecimento espiritual. O médium que procede em contrário está errado; - fruto de sua vaidade, mostra que ainda não aproveitou nada da Doutrina.

353 — A criatura humana engana aos homens, seus Irmãos, mas jamais conseguirá enganar a Deus, Jesus e seus enviados; e mais cedo ou mais tarde pagará caro o preço de sua ignomínia!

354  — Quanto ao fato de, sentado o médium incorporado, fazer o paciente ficar abaixado, deve ser facultativo e não obrigatório.  O paciente tornará a atitude que achar mais conveniente e a entidade não deverá sob aspecto algum, influir neste sentido. Cabe ao dirigente material a observância rigorosa desta particularidade.

355  — E aqueles que, ainda que temporariamente, têm o dever de dirigir trabalhos de natureza tão delicada, devem a qualquer preço assumir totalmente a responsabilidade, sem dúvida alguma enorme, e levar a bom termo, quer vivos, quer desencarnados, a realização de um melhor e mais perfeito aprendizado na longa escalada, que é a senda da Caridade!

356  — Entre as Sessões de Caridade Pública deve ser escolhido um dia em que se deve trabalhar à mesa com todos os guias da Casa em confraternização cristã, quer "caboclos", quer "pretos-velhos" e todas as demais entidades guias kardequistas, rustenhistas ou ocultistas, porque, para servir à Obra de Jesus, não há incompatibilidades definitivas.  Só há incompati-bilidades verdadeiramente: — as morais; e mesmo assim pela Dor o tempo tudo transforma e impele o culpado para frente. Mas não é do aspecto Moral que os homens se preocupam e sim interesses de castas sectárias!

357 — Estas sessões são semelhantes quase às Sessões puramente adotadas pelos kardequistas e delas diferem da seguinte forma, como elas se processam desde o início:

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