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OBSESSÃO,
UM PERIGO PARA A MEDIUNIDADE
Olá irmãos! Que a paz de Oxalá esteja com todos
Primeiramente desculpem-me por não ter postado nesses últimos dias,
pois estou numa correria tremenda, mas a postagem de hoje vale a pena, pois,
como diz um professor meu, é melhor acendermos a luz amarela, pois todos estamos sujeitos a
passar por isso, principalmente o médium mais tarimbado, ás vezes nós médiuns
de 3, 4 e 5 anos somos os alvos preferidos dos obsessores, pois não somos
leigos, e nem temos tanta tarimba para percebermos certas manifestações.
Um dos perigos reais da mediunidade é a obsessão. Como obsessão entende-se
todo e qualquer constrangimento que os espíritos inferiores determinam sobre o
médium dominando a sua vontade. Todos os que possuem faculdade mediúnica, seja mediunidade
natural ou de prova, sem exceção, estão sujeitos a obsessão, devendo, no
entanto, resistir à influência negativa dos espíritos voltados ao mal. Geralmente
a obsessão começa sob a forma SIMPLES, usando, os obsessores, de vários
artifícios para conseguirem o seu intento. Pode evoluir para a FASCINAÇÃO
quando o médium acha que é assistido por espíritos superiores, quando, na
verdade, não passam de mistificadores, que sabem explorar sua vaidade,
lisonjeando suas faculdades e colocando-o como um "missionário" com
importante papel no mundo. A evolução pode seguir seu curso normal chegando o
médium ao estágio da SUBJUGAÇÃO, quando o obsessor domina completamente tanto
sua inteligência quanto sua vontade.
Pelo fato do médium possuir maior sensibilidade, torna-se mais acessível
à ação dos Espíritos do que as pessoas comuns; Os espíritos agem sobre o médium
através dos pensamentos, envolvendo-o com os seus fluidos que o embaraçam. É um
verdadeiro processo de enredamento fluídico. A presença física do obsessor nem
sempre é verificada, porém a sua ação é notada pelos resultados de sua
influência sobre a mente do médium que lhe está sujeito. À distância, por um
fenômeno telepático, pode o obsessor acionar os mecanismos que deseja como um
operador de rádio. É lógico que para isso acontecer, devem os dois, médium e
obsessor, estar vinculados pelo passado ou por se encontrarem na mesma faixa
vibratória que os identifica.
A renovação espiritual do médium é fator preponderante na solução do
problema. Quando não existe outro meio mais efetivo, o médium pode ter suspensa
a sua faculdade mediúnica, com vista a se furtar, pelo menos em parte, da ação
perniciosa dos obsessores, e para que, também, com sua faculdade exercitada em
regime de perturbação, não venha a iludir e desencaminhar outras criaturas
inexperientes que estão em busca de consolo e orientação. A retirada da
faculdade mediúnica deve ser considerada um sinal benéfico e até mesmo uma
caridade proporcionada pelos mentores. Poderá ser temporária ou definitiva,
dependendo da recuperação moral do médium e da sua disposição de bem cumprir
sua tarefa. "Os tributos medi anímicos são como os talentos do evangelho.
Se o patrimônio divino é desviado de seus fins, o mau servo torna-se indigno de
confiança do senhor da seara da verdade e do amor. Multiplicados no bem, os
talentos mediúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se
sofrem o insulto do egoísmo, do orgulho, da vaidade ou da exploração inferior,
podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do
estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em vista do acréscimo
de seus débitos irrefletidos"
O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em
grande parte, da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes. Os
templos umbandistas são locais sagrados, especialmente preparados para
atividades espirituais, e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual
responsável pelas diretrizes básicas de amparo, orientação e segurança daqueles
que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males, ou dos que
emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.
Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de
invocação, não se deve dar a devida atenção e respeito, sendo tais virtudes
ausentes nestes indivíduos. Respeito, palavra que muitos bradam quando são
contrariados, mas que cai no esquecimento daqueles que muito ofendem.
Temos visto, para nossa tristeza, que alguns dirigentes de terreiros
deixam muito a desejar no que se refere ao assunto em pauta. Permitem que
pessoas de má índole façam parte de seu quadro mediúnico; permitem aconchegos e
conchavos; são muito tolerantes ao permitirem ingressar no salão de trabalhos
pessoas com trajes incompatíveis com o que se realiza ou pretenda realizar.
Permitem conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações etc.,
esquecendo-se que tais comportamentos atraem e "alimentam" os kiumbas
desqualificados, que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por
estas pessoas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo
assim os trabalhos assistenciais. Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de
pensamentos são essenciais ao exercício da fé.Temos observado também que alguns
assistentes, e mesmo alguns médiuns, dirigirem-se desrespeitosamente aos
espíritos trabalhadores. Debocham de suas características e duvidam de sua
eficiência. Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e
espirituais, tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito, recorrem àqueles
mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença. Restabelecidos,
atribuem sua melhora ao acaso.
Que Deus na sua infinita misericórdia, abra estes corações brutos à preciosidade dos
trabalhos de Umbanda. Devem, médiuns e assistentes, observar o silêncio e o
pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem. Este
procedimento tem como conseqüência a imanação energética com os espíritos,
decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da
fraternidade. O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo, fruto da
bondade e do merecimento de cada um. A conduta reta e positiva deve ser a
tônica em uma agremiação umbandista, para que os Guias e Protetores possam
instalar no mental e no coração de cada participante, sementes de bondade, amor
e proteção. A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser
humano, rumo à concretização de seus desejos, sendo fundamental que se
apresentem límpidos e sinceros em
uma Casa de Umbanda.Que Oxalá nos abençoe sempre Saravá .'.
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