Defumações: descarregam o campo
mediúnico e sutilizam suas vibrações, tornando-o receptivo às energias de ordem
positiva. Ela é essencial para qualquer trabalho num terreiro, pois certas
cargas se juntam (agregam) ao nosso corpo astral durante nossa vivência
cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores,
preocupações, pensamentos negativos, etc, tudo isso produz (ou atrai) certas
formas-pensamento que se aderem ao nosso campo eletromagnético, bloqueando
transmissões energéticas. Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas
cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois
interpenetra o campo astral, mental e a aura, tornando-os novamente “libertos”
de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.
Cantos: a Umbanda recorre aos cantos
ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velocidade de
seus giros. Com isso, captam muito mais energias etéricas, que sutilizam
rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos cantados
são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda
pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais, um dos aspectos
mais importantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações
cantadas, para chegada dos guias e protetores, também para descarga e limpeza
fluídica, bem como para a subida dos mesmos. Um verdadeiro ponto cantado nos
atinge lá dentro do coração e da emoção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e
firmeza desses pontos maravilhosos.
Roupa Branca: O branco é a cor de Oxalá,
que é o regente da Fé, da religiosidade dos seres da pureza, da humildade, da
benevolência, da paciência da fraternidade da união e da caridade… O simbolismo
da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na
apresentação do corpo mediúnico. Mas, se alguém se veste de branco e assume o
grau de médium, dele também se exige que purifique seu íntimo, reformule seus
conceitos a respeito da religiosidade e porte-se de acordo com o que dele
esperam os Orixás Sagrados, pois estes que o ampararão daí em diante. O fato é que a
Umbanda como uma religião possui seus próprios rituais, suas próprias
característica, e suas práticas.
Desenvolver a mediunidade não significa
dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar
alguém a assumir conscientemente o dom com o qual foi ungido.Saravá Umbanda!
MÔNICA BEREZUTCHI
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