Mediunidade Por Isabel Sanches
- Site Caminheiros de Jesus
A
bondade do Pai Todo Poderoso permite a constante revelação através da
mediunidade, ou seja, indivíduos capazes de colocarem em contato mais direto os
dois planos de vida, seja através da incorporação, intuição, vidência, de cura,
psicofônicos “através da fala”,
psicógrafos “através da escrita”.As principais finalidades da comunicabilidade
entre os dois mundos “espiritual e material” são as necessidades de
esclarecimento, instrução e orientação aos homens, veicular informações
importantes relacionadas ao nosso progresso intelecto-moral, base fundamental
da evolução e crescimento dos seres. .
.. Apesar de tudo isso, muitos
médiuns não aceitam vivenciar a proposta espiritual que vieram cumprir. Sabemos
que a não aceitação é devido aos condicionamentos e à falta de conhecimento dos
seus próprios atributos e compromissos assumidos no plano astral. A sabedoria está em admitir e
tratar a mediunidade naturalmente. Os médiuns conscientes estão constantemente
resistentes aos novos fenômenos que lhes acontecem, pois a sua consciência
continua ativa. Esse fenômeno causa ao novato dúvidas quanto a veracidade das
comunicações, traduzindo-as lentamente, e (mesmo) não sendo estas de seu
conhecimento ou aprendizado, assim mesmo duvidam das tais. É imperioso que o
médium ao transmitir uma comunicação esteja atento para não interferir no
contexto, ou até mesmo distorcer a mensagem, transmitindo-a de maneira
incorreta ao que lhe está sendo passado. No entanto, a mediunidade deve ser
encarada e estudada seriamente, não devendo confundir experiência – que deverá
ser, além do estudo contínuo, também de muita prática – e não simplesmente ser
considerada como uma aptidão, deixando-a como um produto da organização
física. É normal e até comum o guia
transmitir a mensagem e o médium verbalizá-la com suas próprias palavras, desde
que não haja influência no contexto das mesmas. Com o desenvolvimento e
aprimoramento das incorporações o novato passa a sentir-se mais seguro, e com o
tempo e o trabalho direto com os guias, a transmissão das comunicações é feita
com maior facilidade e presteza, sem a hesitação do seu início, esse resultado
só poderá ocorrer com a persistência continua e regular. O médium experiente
passa a ter consciência e condições de perceber e distinguir o Espírito
comunicante.
O
estudo e o desenvolvimento da moral do médium sempre se faz necessário, pois
para que as comunicações possam interagir-se, o espírito comunicante “guia”
necessita de um bom interprete, e o médium sendo um intermediário preparado,
passa a ser um instrumento apto, mantendo-se passivo para não interferir e
misturar suas próprias idéias no contexto das comunicações, no entanto, nunca
permanece inteiramente nulo. Já os médiuns que são inconscientes, não
interferem nas comunicações, pois estando eles totalmente passivos e inertes, o
“guia” transmite os seus pensamentos e comunicações sem nenhuma resistência
física, assim produzem espontaneamente os fenômenos, sem intervenção da
(própria) vontade do médium. No entanto, esses (médiuns) já o são raríssimos,
pelo fato de não ser mais tão necessário à possessão como outrora, já não tendo
necessidade de tal tipo de incorporação. Entretanto, se faz mister tanto para os
médiuns conscientes ou inconscientes, que procurem aprender e manter
discernimento na sua conduta moral e de suas relações sociais em sua vida
pessoal, para não cair nas garras de espíritos maliciosos e ou enganadores. ... A pratica
mediúnica supera pouco a pouco a nossa insegurança inicial, os nossos
desajustes, reequilibrando-nos em nossa personalidade, por ser ela a nossa
bússola, devemos desenvolvê-la sem complicação, mantendo a nossa mente livre e
confiante “livre do medo e das inseguranças infundadas, da pretensão vaidosa,
dos interesses mesquinhos, e confiantes nas leis da vida e na integridade do
ser” tornando assim a nossa mente aberta e flexível. Os médiuns de boa vontade
devem trabalhar para eliminar os seus defeitos. E é através do trabalho
constante com seus guias, os quais através da incorporação, transmitem seus
fluídos benéficos de entusiasmo e perseverança para seus filhos amados. Mostram
com humildade a grandeza e o amor para com todos, consolando os aflitos,
ensinando com grandeza e presteza os embates de suas vidas. Ensinam que as
tempestades que assolam a humanidade são deslizes do próprio ser humano pela
sua ganância e egocentrismo, mostrando-nos que dos tempos difíceis a alma
regenera, pois a dor é um grande remédio para os desviados buscar a ligação com
Deus.
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